Baby Zoomers: o impacto da nova geração no mercado de trabalho

Nova geração chega ao mercado de trabalho criando profissões e buscando por mais autonomia e flexibilidade

Muito provavelmente você já ouviu falar ou conhece os Baby Zoomers, mas sem saber que eles são chamados dessa maneira. O termo começou a ser usado em 2016, mas apenas no início da pandemia se popularizou. Ele faz referência à Geração Z, que ingressou no mercado de trabalho em um ambiente remoto, em que as ligações via Zoom, Meet e Teams eram quase exclusivas.

Como toda geração, os Baby Zoomers possuem suas próprias características. Além disso, estão ajudando a moldar as empresas da próxima década. Afinal, os tempos mudaram, bem como o comportamento das pessoas. As regras organizacionais que deram certo com gerações anteriores não garantem mais o alto engajamento entre os colaboradores.

Essa geração é ligada à tecnologia e já domina as trends virais da internet. O próximo passo é mostrar ao mercado de trabalho um novo modelo. Saem o lucro desenfreado e as rotinas exaustivas para dar vez à saúde mental e ao bem-estar. O que mais vai mudar?

Mas, primeiro, quem são os Baby Zoomers?

A definição de quando começa e termina uma geração nunca foi muito clara. Existem diversas listas e referências que podem ser divididas historicamente ou por conta de eventos globais. Porém, o Pew Research Center tem uma das linhas cronológicas mais adotadas. São elas:

  • Baby Boomers – Nascidos entre 1946 e 1964

Nascidos após a Segunda Guerra Mundial, as pessoas dessa geração viveram períodos de muita rigidez. Por isso, no mercado de trabalho, costumam ser mais disciplinadas e focadas, com valorização da família, da estabilidade financeira e da realização pessoal. Às vezes, permanecem a vida toda na mesma empresa.

  • Geração X – Nascidos entre 1965 e 1980

Essa geração vivenciou a Guerra Fria e foi influenciada por questões sociais, como o movimento hippie e a ascensão da luta pelos direitos políticos e humanos para todos. É a geração que passou a valorizar ainda mais a formação acadêmica e a capacitação profissional.

  • Millennials – Nascidos entre 1981 e 1996

Também chamada de Geração Y, esse pessoal vivenciou a virada do milênio ainda na infância ou adolescência. Viu a ascensão tecnológica da internet e costuma estar ligado a questões criativas e sociais. Assim, valoriza menos o trabalho intenso e a estabilidade, dando atenção ao trabalho multitarefas, às questões tecnológicas e ao crescimento profissional acelerado.

  • Baby Zoomers – Nascidos entre 1997 e 2010

Também chamada de Geração Z e iGen, essa é a primeira geração que nasce completamente conectada. Eles são nativos digitais e, em grande parte, ingressaram no mercado de trabalho durante a pandemia, com o modelo remoto sendo parte fundamental de suas rotinas. Valorizam as questões sociais, ambientais e de identidade, além de buscarem oportunidades que tenham flexibilidade.

Empresas terão que se adaptar

A nova geração já está revolucionando o mercado de trabalho com a criação de profissões que nem sequer existiam há algum tempo. Uma pesquisa feita pela AWIN, com pais britânicos, mostrou que 17% das crianças pensam em ser um influenciador digital quando crescerem, enquanto 14% pretendem trabalhar como youtuber. Ambas as profissões só perdem para a carreira médica, que é escolha de 18% dos jovens entre 11 e 16 anos.

Por isso, as empresas precisarão se adaptar para criar um ambiente acolhedor para a nova geração. Além disso, a questão de gerações também pode gerar novos desafios para os profissionais de recursos humanos. Afinal, as empresas estarão com um quadro com características geracionais bem distintas.

Outra característica da Geração Z é que ela é muito adepta ao nomadismo digital. Dessa maneira, muitos dos profissionais buscarão oportunidades em que o home office seja padrão. Nesse sentido, criar uma cultura interna da empresa pode ser um desafio, bem como melhorar índices de retenção e engajamento desse pessoal.

A autonomia e a clareza do trabalho são características essenciais para conquistar a nova geração. Por fim, cada vez mais os valores defendidos pela empresa serão determinantes para os profissionais se candidatarem às vagas. Dessa maneira, a nova geração sabe que prestará serviço para as pessoas que pensam igual a ela em questões de diferentes naturezas.

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