Importância das máscaras na prevenção do coronavírus

19 de abr

Nos últimos meses, o mundo todo está com a atenção voltada às informações sobre o coronavírus. No início de 2020, tinha-se pouco conhecimento sobre o comportamento do microrganismo e as formas efetivas de eliminá-lo e de prevenir-se contra ele.

Aos poucos, a ciência descobriu maneiras de reduzir os riscos de contágio, e algumas medidas mencionadas desde o início se mostraram de fato importantes e efetivas para a proteção, como o distanciamento social e o uso de máscaras.

Esta última é fundamental e ajuda a assegurar a proteção naqueles momentos em que é preciso sair de casa, como ir ao mercado, farmácia ou, ainda, para quem continuou trabalhando presencialmente.

Assim, o acessório passou a ser um item indispensável para a própria proteção e também para a proteção dos outros.

Instituições, atentas à necessidade e eficácia dela, têm adotado medidas que incentivam o uso de máscaras e de outras medidas de proteção, como o uso do álcool e a manutenção do distanciamento social.

É o caso do Grupo Marista que visa a assegurar integralmente a saúde das pessoas. Desse modo, a PUCPR investiu na disseminação das informações para conter o vírus.

Mas não basta ter uma máscara em casa (ou no rosto), é preciso outros cuidados ao usá-la.

Por que usar máscaras faciais para proteção?

Usar a máscara facial é uma forma de complementar a proteção contra o coronavírus. Ou seja, ela deve sempre ser associada aos demais cuidados (como distanciamento social e lavagem frequente das mãos).

Seu uso, feito de forma correta, é um modo de proteger a si mesmo e também as outras pessoas, reduzindo a disseminação do vírus quando é preciso sair de casa.

No início da pandemia, até houve ressalvas quanto ao uso do acessório. Um dos motivos foi o receio que o equipamento de proteção faltasse para quem estava na linha de frente dos atendimentos, como profissionais de medicina, enfermagem ou demais prestadores de serviço hospitalar.

Outro fator foi que não se sabia, precisamente, se a população se adaptaria bem ao acessório — caso a máscara não fosse bem colocada ou gerasse muito incômodo, poderia fazer as pessoas colocarem mais a mão no rosto, para ajeitá-la, o que poderia elevar os riscos da infecção viral.

Mas, agora, é consenso que ela de fato protege e deve ser usada sempre, sendo isso sustentado por entidades de saúde, como a OMS, Ministério da Saúde, Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC EUA) e sociedades médicas nacionais e internacionais.

E um dos principais pontos que evidenciam a necessidade de sempre usar a proteção facial é que muitas pessoas com Covid-19 não têm sintomas ou têm eles de forma leve, sendo difícil saber exatamente quem pode ser um transmissor. Por isso, o ato simples de estar com o rosto protegido pode ser determinante para evitar ficar doente.

Qual é a comprovação da eficácia das máscaras contra o coronavírus?

As máscaras faciais evitam que a pessoa saudável inale ou seja atingida por gotículas de saliva de alguém infectado. E, ao mesmo tempo, evita que essas mesmas gotículas sejam disseminadas pela pessoa infectada, caso ela esteja com a máscara.

Ou seja, é importante que tanto pessoas saudáveis quanto as infectadas façam uso.

A eficácia delas enquanto medida de prevenção é cientificamente comprovada e altamente recomendada em todo o mundo, pois reduzem muito a disseminação e alcance de gotículas de saliva.

Uma avaliação publicada pela PebMed, de 2021, ranqueou as opções mais eficazes na proteção. Na lista, por ordem de proteção (de mais eficiente para a menos eficiente), estão:

– Máscara N95;

– Máscara cirúrgica;

– Máscara com 3 camadas: algodão, polipropileno, algodão;

– Máscara de polipropileno de duas camadas;

– Faixa do material da máscara, polipropileno;

– Máscara plissada de algodão de duas camadas;

– Máscara plissada de algodão em duas camadas;

– Máscara N95 com válvula exalatória;

– Máscara de algodão de duas camadas, estilo Olson;

– Máscara Máxima AT de uma camada;

Dessa forma, caso haja a possibilidade de escolher o modelo, deve-se priorizar a N95 (PFF2), a máscara cirúrgica ou a com 3 camadas de tecido. Mas, caso não seja possível, qualquer proteção é melhor do que proteção nenhuma.

Vale destacar que aquelas feitas de tecido neoprene, tricô ou apenas algodão não oferecem a proteção mínima indicada pela OMS, pois não filtram suficientemente o ar. E os modelos que têm muitas costuras podem não ser seguros também, pois danificam o tecido.

Como utilizar corretamente a máscara?

Com a necessidade do uso de máscaras, diversos modelos apareceram – desde as de tecido até as cirúrgicas, vendidas somente em farmácias.

De modo geral, as entidades de saúde apontam que as de tecido são eficazes e suficientes para proteger contra o coronavírus em situações comuns (como andar na rua ou ir ao mercado mantendo o distanciamento adequado), desde que usadas de forma correta e que atendam às exigências (não ter costuras centrais, não ser de tecido vazado como tricô e que sejam devidamente lavadas).

As orientações gerais são:

– Escolher modelos que se ajustem bem à face, cobrindo o nariz e boca;

– Só colocá-las ou removê-las com as mãos higienizadas;

– Sempre colocá-las pelo elástico, evitando tocar na parte frontal (que fica rente à face);

– Prendê-las bem, posicionando os elásticos de modo firme na cabeça;

– Não tocá-las durante o uso;

– Trocá-las quando estiverem úmidas ou a cada 2 ou 4 horas, de acordo com o modelo ou orientação do fabricante;

– Fazer o descarte correto (as de tecido têm vida útil de cerca de 30 lavagens, sendo preciso descartá-las após isso),

– Após removê-las, colocar as de tecido para lavar ou descartar em local apropriado as que forem descartáveis.

Qual a máscara mais adequada para as crianças?

O uso de máscaras pelas crianças pode ser uma tarefa ainda mais difícil, logo que elas podem se incomodar ou tocar com frequência no rosto. Porém, com um bom diálogo e orientações, os pequenos também conseguem se adaptar.

Considerando que alguns estão retornando às aulas presenciais, e outros ainda vão passar por esse processo, é essencial que a família prepare-os de forma responsável, para que isso seja um momento seguro e positivo.

Algumas opções para as crianças são o uso combinado de uma máscara de tecido e uma cirúrgica por baixo ou apenas uma de tecido (preferencialmente com duas ou três camadas).

O melhor é escolher aquelas máscaras que prendem atrás da cabeça e não somente da orelha, pois tendem a ser mais confortáveis e firmes.

E para crianças acima de 6 anos, é possível testar os modelos PFF2 também, pois alguns são pequenos já se ajustam bem ao rosto da criança.

Para facilitar na adesão do acessório, a família pode apostar nos modelos decorados com personagens ou coloridos. Isso, junto de um diálogo esclarecedor e com as orientações sobre a troca da máscara e a necessidade de não retirá-la.

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Conhecer sobre as medidas de proteção e adotá-las de modo ciente e responsável é a melhor forma de proteger a si e às demais pessoas, de forma simples, contra o coronavírus.