Educação financeira para preparar crianças e adolescentes

2 de jun

Cada vez mais é evidente a necessidade de articular o conhecimento trabalhado em sala de aula com as demandas e vivências do cotidiano dos alunos. Assim, é bem mais fácil que eles aprendam de modo contextualizado e significativo.

Pensando em aproximar os conteúdos das habilidades exigidas no dia a dia e ofertar uma educação cada vez mais integrada, a própria Base Nacional Comum Curricular (BNCC), após sua reformulação, passou a orientar o trabalho transversal de algumas modalidades, entre elas, a educação financeira.

Muitas famílias já observam a necessidade de abordar a temática desde a infância, ensinando as crianças a terem responsabilidade e uma relação saudável com o dinheiro, de modo que isso seja mais simples no futuro.

Portanto, mais do que adicionar o tema nas aulas de matemática, usando cálculos e desenvolvendo atividades de conta, o objetivo é que sejam trabalhados elementos de reflexão e conscientização, ajudando crianças e adolescentes a interpretarem e tomarem decisões.

Nos Colégios Marista, essa realidade é trabalhada com bastante seriedade e já faz parte da rotina de muitos estudantes, como no Colégio Marista Arquidiocesano.

Abordando o universo financeiro, os alunos são apresentados a assuntos como juros, dívidas, cálculos e investimentos, sempre de modo adequado ao ano escolar. Assim, professores ajudam na formação e amadurecimento deles, o que pode fazer toda a diferença – seja para o lanche do colégio ou, em um futuro próximo, em uma mensalidade da graduação.

Para isso, a proposta dos profissionais de educação Marista envolvidos na ação é inserir o tema financeiro de modo integrado à rotina, fazendo com que os pequenos compreendam a relevância e a dimensão dele.

Por exemplo, como poupar água afeta a conta e também o meio ambiente; como registrar gastos reduz riscos à economia familiar; ou como conhecer e analisar bem os recursos facilita a autonomia financeira e a realização de sonhos e planos futuros.

Há, ainda, uma parceria entre a instituição Marista Arquidiocesano e universidades que ofertam a graduação de economia, para que possam ter acesso a abordagens mais específicas da área, além de poderem vivenciar um dia da rotina da Bolsa de Valores.

Essas experiências abrem a percepção dos estudantes sobre o universo das finanças, mostrando que ele vai desde aquelas rotinas familiares, de anotar o mercado ou o consumo de luz, até altos investimentos.

Tudo isso faz parte de uma proposta educacional voltada à construção de sujeitos reflexivos, conscientes e capazes de lidar com as demandas da rotina, tendo como base uma formação sólida e de valores, sendo esses os princípios que regem todo o grupo Marista.

Educação financeira para crianças: quando começar?

Há algum tempo, o tema de economia ou finanças até poderia parecer fora do universo infantil, mas atualmente se sabe que, se for adequadamente trabalhada, ela é essencial aos pequenos.

Ou seja, educação financeira é coisa de criança e deve ser trabalhada desde cedo, bastando adequar a linguagem e a abordagem – então, a família e a escola têm parte nessa formação e conscientização.

O ambiente escolar consegue articular os temas em diversos contextos, fazendo com que as crianças trabalhem conceitos sobre economia, consumo e responsabilidade de modo significativo e associado às suas realidades. Aos poucos, conceitos e processos mais específicos podem ser introduzidos, como cálculos, taxas e formas de poupar para desejos futuros.

Tudo isso não se refere apenas às vontades e necessidades individuais, mas tem relação com um uso responsável do dinheiro, para que os pequenos cresçam e saibam lidar com os desafios da sociedade, equilibrando sonhos e obrigações.