O papel dos hospitais universitários no atendimento à população

6 de maio

A epidemia do novo coronavírus mudou a rotina de hospitais e centros de saúde. Profissionais de saúde tiveram que aprender a lidar com o desconhecido, manejando pacientes, acompanhando as descobertas e aprendendo com o dia a dia. Todo esse cenário evidenciou a importância de médicos bem preparados – tanto no quesito teórico quanto empático da profissão.

Nesse sentido, a formação integral, que dê atenção a todos esses fatores, tem especial destaque para uma atuação de excelência.

De acordo com o Conselho Federal de Medicina, somente nos últimos 10 anos, mais de 180 mil médicos começaram a exercer a profissão no Brasil. Ao longo dos seis anos de graduação, os estudantes têm acesso a uma sólida formação teórica, que os permite desenvolver habilidades essenciais para atender aos pacientes.

Mas na residência – uma pós-graduação de nível especialização – os médicos conseguem vivenciar a rotina como ela de fato é, com suas adversidades, desafios e recompensas. Alvaro Luis Lopes Quintas, atual diretor geral dos hospitais Universitário Cajuru e Marcelino Champagnat, ambos parte da área de saúde do Grupo Marista, aponta a relevância que ela tem.

Para ele, a residência opera em uma via de mão dupla: os médicos ganham experiência prática e desenvolvem habilidades que nem sempre são tão evidentes em sala de aula ou longe das exigências do dia a dia hospitalar. Por outro lado, os hospitais universitários contam com a dedicação, conhecimentos e vontade de salvar vidas dos profissionais que atendem à comunidade.

Essa compreensão é compartilhada pelo coordenador médico do Hospital Universitário Cajuru, José Rodriguez – para ele, a residência é uma ótima oportunidade de aprofundar todo o conhecimento, permitindo formar profissionais capazes de lidar com as, cada vez mais altas, exigências de um hospital ou clínica.

E como os estudantes estão vinculados a um programa de formação, há ainda mais proximidade com os centros de pesquisa, de forma que o tripé educação, pesquisa e prática ganha força.

O resultado reflete diretamente na sociedade, que conta com profissionais mais bem preparados para as demandas – inclusive em meio a uma pandemia, que exige das equipes médicas resiliência, empatia, humanização e muito conhecimento para atuar com excelência.

Mudanças durante a pandemia refletem os valores humanos

Os hospitais contam com a dedicação dos médicos para atender às demandas, tanto do novo coronavírus quanto de outras condições e doenças que continuam ocorrendo. Muitos hospitais tiveram suas rotinas afetadas com a pandemia do novo coronavírus. Alguns precisaram se adaptar, tanto em estrutura quanto em rotina, para atender à população – esse é o caso do Hospital Universitário Cajuru, em Curitiba (PR).

A instituição sem fins lucrativos presta atendimento integral pelo SUS e, todos os anos, abre o processo seletivo para a residência, de modo que os estudantes possam aprofundar seus conhecimentos e habilidades.

Com a pandemia, ele concentrou grande parte dos atendimentos clínicos e de trauma de Curitiba e região, já que outros hospitais operaram como centros de referência para a Covid-19.

Dados demonstram que, no ano de 2020, foram cerca de 119 mil atendimentos, que variaram entre ortopedia, cirurgias gerais, neurologia e emergências. Além disso, a residência em anestesiologia do Cajuru ocupou o primeiro lugar no Paraná no exame de progressão – o que evidencia o trabalho de qualidade desenvolvido lá e que chega à comunidade.

Tudo isso só é possível porque a rotina dos profissionais envolve cuidado, solidariedade e assistência humanizada aos pacientes. Valores estes que fazem parte de todas as ações do Grupo Marista, do qual o hospital faz parte.