Histórias que inspiram: conheça trajetórias transformadas pela missão Marista

Relatos mostram como educação, saúde e responsabilidade social podem criar oportunidades e promover transformação social

Algumas transformações começam de forma silenciosa. Às vezes, elas nascem quando alguém encontra uma nova oportunidade de estudar. Em outras, quando recupera a autonomia após um momento difícil. Há também aquelas que surgem de um gesto simples, capaz de fortalecer uma comunidade inteira.

Por trás dessas histórias existem pessoas, desafios e recomeços. Histórias diferentes entre si, mas que revelam algo em comum: o impacto que a educação, a saúde e o compromisso com a sociedade podem gerar na vida de indivíduos e comunidades.

Esse é justamente um dos aspectos evidenciados pelo Relatório de Sustentabilidade 2025 do Grupo Marista. Mais do que apresentar números e indicadores, o documento mostra como a missão Marista se traduz em experiências reais de cuidado, inclusão e transformação social. 

A seguir, conheça algumas dessas histórias por meio de depoimentos reais sobre a conexão entre a missão Marista e a vida das pessoas.

O cuidado que permite recomeçar

A história do médico Nelson Bergonse Neto já estava ligada à missão Marista. Cirurgião torácico, Nelson vivia o cuidado integral na sua rotina. Em um dia como qualquer outro, porém, sua trajetória mudou drasticamente. 

Era final de tarde de um sábado quando ele voltava para casa após um breve atendimento no Hospital São Marcelino Champagnat. A apenas dois quilômetros de sua residência, atingiu a lateral de um carro que passou no sinal vermelho. 

Nelson estava no auge da carreira como broncoscopista e o grave acidente deixou sequelas que, a curto prazo, o impediam de praticar sua profissão. “Eu entrei em uma depressão muito profunda depois do acidente. Tive que fazer tratamento psiquiátrico, tomei remédio e tudo. Melhorei, mas muda muito”, conta.

Dois anos depois, ele voltou ao trabalho no Hospital Marcelino Champagnat. Contudo, ainda enfrentava limitações. “Eu retornei ao consultório, mas queria voltar a fazer exames também”, explica. 

Foi então que um projeto desenvolvido pelo próprio hospital possibilitou um recomeço. A aquisição de uma cadeira de rodas stand-up permitiu que ele voltasse a realizar procedimentos médicos. “Eu me senti querido pelo hospital, respeitado e valorizado”, diz.

A história de Nelson mostra como a assistência em saúde vai além do tratamento clínico. E o Complexo de Saúde do Grupo Marista entende isso como parte de sua missão institucional. 

Nelson Bergonse Neto, usando sua cadeira stand-up durante atendimento no Hospital São Marcelino Champagnat

Quando a educação muda o rumo da história

A possibilidade de recomeçar, em muitos casos, surge por meio do acesso a oportunidades capazes de transformar o futuro. 

Foi o caso da jovem Laysa Luana da Silva. Após concluir o Ensino Médio, ela sonhava em ingressar na faculdade. Sua rotina de estudos, no entanto, era dividida com horas de trabalho, já que ela precisava ajudar a família financeiramente. 

“Parecia que eu estava em uma realidade paralela, porque eu vivia em um bairro onde as pessoas não têm noção de que podem estudar e passar do Ensino Médio. Eu descobri que podia dar mais um passo”, conta.

Laysa tinha como meta estudar na Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Depois de não conseguir ingressar na universidade em um primeiro momento, via ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio), dedicou-se a mais um ano de estudos em um curso pré-vestibular gratuito. 

Ao final desse processo, uma esperança: descobriu que a PUCPR estava promovendo um processo seletivo para pessoas pretas e pardas. Era a oportunidade que faltava. “Foi um dos grandes eventos da minha vida. De modo geral, a PUCPR foi uma esperança. Foi uma porta aberta para eu conseguir chegar a lugares que pareciam muito difíceis”, diz.

Essa iniciativa faz parte da agenda institucional de equidade e justiça social da PUCPR. Nela, são fortalecidas ações de representatividade e inclusão. Até 2025, mais de 50 estudantes já haviam sido contemplados por esse projeto. Além disso, mais de 5 mil bolsas de estudo integrais e parciais via Prouni (Programa Universidade para Todos) são ofertadas anualmente.  

Histórias como essa refletem o impacto social promovido pela educação. No último ano, mais de um terço dos estudantes da PUCPR eram de primeira geração, ou seja, os primeiros da família a alcançar o ensino superior.

Laysa Luana da Silva, no Câmpus da PUCPR, em Curitiba

Pequenas ações, grandes impactos

Os relatos de transformação vão além da saúde e da educação, pois também nascem do cuidado com a Casa Comum. Nesse contexto, uma pergunta simples dá início a mais uma história: para onde vão os resíduos de uma instituição como o Grupo Marista e suas Frentes de Missão?

Existem várias respostas a essa pergunta, mas uma delas diz respeito ao aproveitamento de resíduos. Na FTD Educação, por exemplo, resíduos gerados no refeitório viram adubo para produção de novos alimentos. Vilma Martins, coordenadora do projeto Mulheres do GAU, explica a proposta. “A cada 15 dias, a FTD manda vários pacotes com adubo, feito com o que sobra do refeitório. Isso é sustentabilidade, pensando sempre no meio ambiente, no cuidado com o planeta”, diz. 

O grupo de agricultura urbana de Vilma fica localizado em São Paulo e é composto por mulheres migrantes que promovem a culinária orgânica. Elas plantam hortaliças, colhem e encaminham para instituições.   

A Escola Social Marista Irmão Justino é uma das beneficiadas com os alimentos produzidos. A diretora da instituição, Lucia Tavares, explica que o projeto vai além dos muros da escola, pois costuma levar as crianças até a horta.

“Se as crianças participam dessa horta como uma grande sala de educação ao ar livre, desde muito cedo vão entendendo que é preciso cuidar de si e cuidar do outro”, afirma. “Tudo isso envolve uma construção de uma consciência planetária, onde as crianças, desde cedo, compreendam que o planeta é único”, completa.

A perspectiva de transformação social faz parte dos princípios da educação Marista. A iniciativa fortalece comunidades, gera aprendizado e incentiva novas formas de relação com o meio ambiente. Ao transformar resíduos em alimento e aprendizado, a iniciativa mostra como sustentabilidade e desenvolvimento social caminham juntos.

Projeto Mulheres do Gau, que utiliza adubo orgânico doado pela FTD Educação

Uma missão que conecta histórias

Mesmo que as trajetórias e os desafios sejam diferentes, todos os relatos carregam algo em comum: a oportunidade de construir novos caminhos. Seja por meio da educação, da saúde ou da sustentabilidade, a missão Marista busca gerar impactos que permanecem ao longo do tempo.

Saiba mais sobre a missão marista no Portal ESG e acesse o Relatório de Sustentabilidade 2025 do Grupo Marista. 

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