5 maneiras de incentivar a leitura durante as férias escolares

Apesar de algumas crianças acharem que a leitura é parte da rotina escolar, ela pode ser uma atividade de férias bastante divertida e proveitosa

Durante o período das aulas, é bem comum que os alunos tenham uma demanda de leitura bastante grande – livros didáticos, tarefas de casa e, para aqueles que estão na fase de vestibular, os livros cobrados em processos seletivos fazem parte da rotina. Mas quando as férias chegam, muitos pais e mães se preocupam em como manter essa atividade no dia a dia dos filhos.

Afinal não é nenhuma novidade que ler é uma ótimo exercício para ampliar os horizontes, melhorar a comunicação e o vocabulário, estimular a criatividade e exercitar o cérebro – sem falar que não tem idade, das crianças pequenas aos adultos, ler deve fazer parte da rotina.

Por isso, veja como a família pode manter essa atividade mesmo longe da escola e fazer os pequenos e os adolescentes assumir a leitura como um hábito em suas vidas.

Leitura durante as férias escolares: 4 maneiras de incentivar o hábito

Quando as férias escolares chegam, é bem comum que as crianças ou adolescentes queiram passar mais tempo fazendo atividades que não costumam fazer durante as aulas – ver TV ou jogar videogames, passear, brincar ou mesmo dormir.

É claro que tudo isso é importante, afinal, é tempo de aproveitar e descansar para, quando as aulas retornarem, haver fôlego e energia para um novo ciclo de aprendizados. Mas também é necessário manter algumas atividades, como ler.

Porém, se os filhos podem resistir à prática – e, com isso, perdem uma série de benefícios importantes para o desenvolvimento e formação. Por isso, valer  a pena adotar e colocar em prática algumas dicas que ajudam a mudar esse comportamento:

Ensine que ler não é só atividade escolar

Algumas crianças gostam e já leem por prazer, mas outras ainda podem ver os livros (ou outros suportes) como uma obrigação ou uma atividade escolar. Portanto, o primeiro passo para incentivar a leitura durante as férias é desmistificar essa ideia de que ler é coisa de escola.

Comece, claro, pelo exemplo. Pais e mães que leem no dia a dia ensinam aos filhos que isso é um ato prazeroso – os pequenos, vendo esse comportamento, tendem a repeti-lo e, aos poucos, vão incorporando-o também.

Embora as crianças que ainda sejam resistentes possam achar que a leitura é uma atividade escolar, vale a pena conversar e encontrar leituras que agradem ao gosto delas, sejam contos ou histórias em quadrinhos, por exemplo. Muitas vezes, falta apenas elas descobrirem a afinidade com as narrativas.

Diversifique os gêneros e formatos

Ler não precisa ser somente por meio de livros, apesar de esse ser o formato mais tradicional.

Claro que há inúmeros livros, dos mais variados estilos – e eles devem ser explorados, mas há um universo cheio de possibilidades que podem servir de suporte para a leitura, como ilustrações digitais, e-books, filmes em outros idiomas e mesmo museus ou passeios sobre os livros.

Estes últimos, por exemplo, estimulam a imaginação e a curiosidade dos pequenos, fazendo-os terem vontade de saber mais sobre as histórias e, naturalmente, aproximarem-se do mundo da leitura.

Instigue a curiosidade

Um bom modo de estimular a leitura é apresentando a história e dando pequenas pistas sobre ela. Para isso, vale fazer uma breve sinopse, propor que os pequenos pesquisem sobre as personagens, procurem filmes ou imagens, vejam trailers ou algum outro elemento que possa chamar a atenção delas.

Muitas vezes, é algum item aleatório que atiça a curiosidade sobre a narrativa. Se possível, instigue a criança com elementos que criam identidade, como: personagens de têm idade próxima a dela, fazem coisas parecidas, gostam das mesmas coisas ou cores, têm animais de estimação, brincam das mesmas coisas ou sonham em ter as mesmas profissões.

Quando a criança descobre essas afinidades, geralmente, cria interesse bem mais facilmente – o que a faz ter vontade de ler a narrativa – afinal, há um interesse bem maior.

Explore diferentes personagens

É comum que a família queira que as crianças conheçam os clássicos, que são repletos de detalhes e personagens encantadores. Um bom exemplo é Alice no país das maravilhas, que tem o foco na menina Alice.

Apesar de ela ser uma personagem muito rica e cheia de minúcias, há outras que podem ser muito exploradas. O gato, por exemplo, apesar de ser uma personagem considerada secundária na história, faz muito sucesso, sendo estampado em camisetas, bolsas e utensílios e isso pode estimular a curiosidade da criança.

Além disso, os pais e mães podem aproveitar essas personagens que geram narrativas alternativas e estimular a curiosidade de leitura, comparando as histórias.

Seja paciente

Ler precisa ser um hábito, e assim como qualquer hábito, deve ser construído e reforçado – o que leva tempo e dedicação. Por isso, obrigar a criança a ler vai fazê-la entender a atividade como uma coisa chata e cansativa, o que consequentemente passará a ser evitada sempre que possível.

O ideal é criar momentos de lazer, preferencialmente em conjunto, para que a família aproveite da melhor maneira possível, divirta-se e faça dos livros (ou outros suportes) bons aliados de diversão.

Quando ler passa a ser entretenimento, as crianças vão incluir isso no dia a dia (ou, ao menos, alguns dias da semana) mesmo nas férias, assim como fazem com os games ou brincadeiras de rua.

Aposte no digital

Também é importante respeitar o processo de descobrimento do prazer que elas sentem em ler – seja sobre o gênero ou sobre o formato. A nova geração, em geral, sente-se confortável em ler em tablets ou celulares, então apostar em suportes digitais também é uma boa alternativa para incentivar a atividade. Sem falar que facilita na hora de diversificar os gêneros e livros, já que comprar e baixar um livro é bem mais simples e rápido.

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Ler durante as férias é uma ótima atividade para as crianças e adolescentes, afinal, isso deve ser um hábito para toda a vida e faz muito bem para o desenvolvimento cognitivo. Porém, nem sempre é fácil estimular os filhos. Mas com exemplos e algumas dicas simples, esse comportamento pode ser mais facilmente estimulado.

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