6 regras para seu filho utilizar a internet

Não é nenhuma novidade que as crianças, mesmo as mais novinhas, já nascem super conectadas ao mundo da tecnologia. Cada vez mais, ela faz parte da rotina das famílias, de modo que é preciso aprender a conviver e usá-la de maneira saudável e adequada.

Assim como tudo que faz parte da infância, é preciso estabelecer limites – mas, longe do que se pensava há alguns anos, a internet não é uma vilã, afinal, ela pode ser uma ferramenta de intenso aprendizado, diversão e desenvolvimento para os pequenos, basta que a família saiba como dar permissões e criar regras.

Mas também é necessário que os próprios pais e mães saibam lidar com a tecnologia, afinal, conhecer esse universo é indispensável para poder acompanhar o que as crianças estão consumindo. Pois, mesmo com muitas coisas boas e feitas para ajudar no bom desenvolvimento infantil, esse mundo tecnológico está repleto de perigos.

E o melhor jeito de buscar esse equilíbrio é por meio do diálogo. Proibir sem dar explicações não vai fazer os pequenos entenderem os motivos, o que resulta, muitas vezes, em comportamentos de riscos – como acessarem escondidos sites e portais proibidos, por exemplo.

Assim, ao estabelecer uma relação clara e aberta com as crianças e adolescentes, fica bem mais fácil seguir algumas regras e dicas de segurança, como:

Defina quais sites as crianças e adolescentes podem usar em cada faixa etária

É importante deixar isso claro desde cedo para evitar frustrações aos pequenos ou mesmo surpresas aos responsáveis. Então, deixe claro que, enquanto forem pequenos, somente sites educacionais ou determinados games poderão ser acessados.

Redes sociais, por exemplo, ou mesmo jogos online que têm salas de bate-papo com câmera precisam ser dialogados sobre a partir de qual idade estão liberados. O ideal é que, no início, o uso seja supervisionado pelos familiares para evitar exposição. Além disso, que o diálogo seja sempre muito esclarecedor sobre amizades e conversas com desconhecidos.

Fale sobre compras e pagamentos

A internet oferece muitas opções de produtos e compras que, geralmente, são descaracterizadas – ou seja, sequer se parecem com compras. Conteúdos pagos, compras dentro de games ou mesmo músicas por assinatura são algumas opções. Isso faz com que seja bem fácil encontrar um anúncio e automaticamente clicar nele – no caso das crianças, isso é ainda mais impulsivo.

Portanto, explique sobre esses artifícios, sobretudo se os pequenos costumam jogar ou consumir filmes ou músicas online. Pode ocorrer deles fazerem compras de valores bastante grandes de modo bastante ingênuo, pelo simples fato de não entenderem que aquilo se trata de uma compra.

Também vale, por segurança, não deixar cartões salvos em contas ou mesmo ao alcance deles, o que evita riscos.

Acompanhe a navegação

Acompanhar o uso da internet pelos pequenos não significa somente vigiá-los. Aliás, não é essa a impressão que eles devem ter, pois isso vai criar uma sensação de desconfiança e pode surtir efeitos contrários ao de proteção e segurança.

A ideia é que além de auxiliá-los a saber como fazer um bom uso das redes digitais, a família também tenha momentos de lazer e aproximação, descobrindo do que eles gostam e aprendendo junto a eles sobre a tecnologia.

Então, vale separar um tempo para navegar por sites diversos, jogar ou ver filmes, deixar que eles mostrem coisas legais que descobriram ou viram nas aulas, por exemplo.

Durante esse tempo, aproveite para mostrar coisas permitidas e perigosas, mas sem soar como broncas ou correções.

Alerte sobre senhas e informações pessoais

É importante que as crianças saibam que não devem postar ou informar nas redes sociais ou blogs sobre suas senhas, endereços, telefones ou demais informações pessoais. Fotos, nomes completos, nomes da escola também devem sempre ser preservados.

É bem como que a própria escola peça atividades que envolvam o uso de tecnologia, como a criação de blogs e textos informativos para o meio digital. Nesses casos, oriente as crianças e configure as redes sociais ou os portais para que as informações fiquem restritas aos conhecidos e familiares.

Há diversos meios de aproveitar de forma segura os recursos que as plataformas oferecem.

Converse sobre violência e cyberbullying

Apesar das inúmeras possibilidades que a rede digital oferece, como estudos, descoberta, diversão e mesmo amizades de modo seguro e saudável, ela também pode ser uma ferramenta para disseminar discursos de ódio e agredir outras pessoas.

O bullying já vem sendo amplamente debatido nas escolas e fora delas, e junto dela, o cyberbullying também está ganhando espaço. Mas as famílias precisam estar a par desse tema e preparar os filhos para o que podem encontrar ao usar a internet.

O tema não é simples de ser abordado, mas é necessário, afinal, não há como saber quem pode sofrer ou provocar cyberbullying, de forma que todas as crianças devem ser colocadas no centro do debate.

O papel dos responsáveis é ajudá-las a identificar casos que podem ser considerados agressões ou perseguições e o que devem fazer caso sejam vítimas dessas situações. Além disso, também, devem constantemente reforçar sobre comportamentos que machucam outros colegas e que têm consequências para quem os comete, além do que fazer caso identifiquem alguém sendo vítima dessa situação.

Deixe claro sobre os limites das amizades virtuais

É essencial que as crianças tenham regras claras sobre conversar com desconhecidos pela internet, sobretudo porque, para elas, é muito difícil identificar quem é de fato um desconhecido.

Muitas vezes, já com más intenções, pessoas se apresentam como tios ou amigos da família, fazendo a criança crer que é uma pessoa confiável. Por isso, não basta dizer aos pequenos que eles só devem falar com conhecidos ou parentes, pois, de fato, é difícil saber quem está do outro lado das telas.

Além disso, a partir de certa idade, é comum que as crianças comecem a jogar games ou mesmo utilizar redes sociais e, eventualmente, façam amizades virtuais.

Nesse momento, a conversa e a maturidade são a base da segurança, afinal, a proibição não resolve o problema. Mas mantendo um diálogo franco, explicando sobre os perigos e acompanhando qual o tipo de interação que a criança tem, fica mais fácil avaliar se ela está em segurança.

Usar a internet é parte do dia a dia de muitas pessoas – inclusive de muitas crianças pequenas, que já nascem rodeadas de tecnologia. Por isso, o ideal é dar orientações claras e manter uma relação madura e saudável com os pequenos para que façam bons usos das redes, sempre com segurança.

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